Teerão diz-se "cautelosamente otimista" e espera "resultado significativo" das negociações se EUA
"Estamos convencidos de que, se os Estados Unidos adotarem uma abordagem construtiva e racional, se evitarem avançar com quaisquer exigências contrárias ao direito internacional, estas negociações podem conduzir a um resultado significativo", afirmou o embaixador Amir-Saeid Iravani.
O diplomata acrescentou ainda que apesar da "profunda desconfiança" para com os Estados Unidos "devido às suas repetidas traições à diplomacia", o Irão está "empenhado" e de "boa-fé" nas negociações.
Os iranianos estão "cautelosamente otimistas", afirmou ainda, numa declaração que surge após o anúncio do cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano, aliviando um ponto de tensão nas negociações.
Hezbollah vai respeitar cessar-fogo no Líbano, garante deputado do grupo
O presidente norte-americano anunciou esta quinta-feira um acordo de cessar-fogo de dez dias entre o Líbano e Israel, sem envolver, no entanto, o Hezbollah nas conversações.
O grupo xiita criticou o diálogo entre o Líbano e Israel, considerando que se trata de "submissão" e "capitulação" perante Telavive, afirmou o líder do grupo xiita, Naim Qassem na passada segunda-feira.
Pelo menos sete mortos em novo ataque israelita no Líbano
Este ataque acontece escassas horas antes da entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o Líbano, anunciado esta quinta-feira.
Segundo o presidente norte-americano, o cessar-fogo irá entrar em vigor esta quinta-feira às 22h00 (hora em Portugal Continental).
Hezbollah exige "regresso" à situação anterior a 2 de março
De acordo com a BBC, o grupo exige também o "regresso à situação anterior a 2 de março".
De recordar que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão estendeu-se ao Líbano a 2 de março, quando o Hezbollah, apoiado pelo Irão, atacou Israel em defesa de Teerão após a confirmação da morte do Líder Supremo, o ayatollah Ali Khamenei,
Essa ação provocou uma ofensiva israelita no Líbano que provocou mais de 2.100 mortos.
"A contínua ocupação israelita do território libanês garante ao Líbano e ao seu povo o direito de resistir", avisa o Hezbollah.
Companhias aéreas em Portugal admitem cancelamentos e subida de preços se crise persistir
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse hoje que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
A reação da associação surge depois de o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, ter avisado hoje que a Europa terá "talvez mais seis semanas de combustível para aviões" se continuar bloqueado o abastecimento de petróleo e gás através do Estreito de Ormuz.
Em declarações à Lusa, o diretor-executivo da RENA, António Moura Portugal, considerou que o alerta deve ser lido como "mais um aviso sério às consequências que esta guerra está a ter, e em particular para o setor da aviação".
Segundo o responsável, a escassez de combustível de aviação é um risco teórico que está em cima da mesa e que poderá afetar o setor aéreo, à semelhança de outras atividades dependentes de matérias-primas críticas.
Nesse cenário, disse, a situação "pode levar à necessidade de reduzir a operação e, eventualmente, encarecer preços".
António Moura Portugal sublinhou, contudo, que as companhias aéreas continuam numa fase de expectativa e acompanhamento da evolução do conflito, sem medidas drásticas em Portugal relacionadas com a crise no Médio Oriente.
"Até hoje, não vi do lado das companhias aéreas [em Portugal] nenhum tipo já de definitividade", afirmou, acrescentando que "neste momento há uma certa expectativa" e que, para já, quer deixar "esta palavra de tranquilidade".
Von der Leyen diz que acordo de cessar-fogo é "um alívio"
"É um alívio, uma vez que este conflito já ceifou demasiadas vidas", refere a responsável.
Ursula von der Leyen considera, no entanto, que as partes devem agora procurar "a paz permanente".
"A Europa continuará a exigir o pleno respeito pela soberania e integridade territorial do Líbano" e continuará "a apoiar o povo libanês através de uma ajuda humanitária substancial", acrescentou.
Primeiro-ministro do Líbano saúda cessar-fogo
أرحّب بإعلان وقف إطلاق النار الذي أعلنه الرئيس ترامب، وهو مطلب لبناني محوري سعينا إليه منذ اليوم الأول للحرب، وكان هدفنا الأول في لقاء واشنطن يوم الثلاثاء. وإذ أهنّئ جميع اللبنانيين بهذا الإنجاز، أترحّم على الشهداء الذين سقطوا، وأؤكّد تضامني مع عائلاتهم، ومع الجرحى، ومع المواطنين…
— Nawaf Salam نواف سلام (@nawafsalam) April 16, 2026
Trump anuncia cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano
“Acabei de ter excelentes conversas com o muito respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel", escreveu Donald Trump na rede social Truth.
Desde 2 de março, os ataques israelitas mataram mais de 2.100 pessoas no Líbano e obrigaram mais de 1,2 milhões a fugir, segundo as autoridades libanesas.
Já os ataques do Hezbollah mataram dois civis israelitas e 13 soldados israelitas morreram no Líbano desde 2 de março, segundo as autoridades israelitas.
Presidente libanês falou ao telefone com Donald Trump
Na rede social X, Joseph Aoun indica que agradeceu a Donald Trump os esforços para alcançar um cessar-fogo no Líbano e "assegurar uma paz duradoura e estável".
Na mesma publicação, reiterou que pretende um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah "o mais cedo possível".
União Europeia trabalha em plano de emergência para o combustível para aviação
União Europeia está em alerta e a trabalhar num plano para lidar com uma possível crise no combustível para a aviação, à medida que crescem as preocupações com a escassez nos próximos meses devido à guerra no Médio Oriente.
Ao mesmo tempo, estão a ser desenvolvidas intervenções adicionais que visam especificamente a adequação do combustível para a aviação.Pressão devido à guerra no Médio Oriente
A Europa está fortemente dependente das importações de combustível para a aviação - cerca de 75% provém do Médio Oriente - o que a torna particularmente vulnerável a perturbações na cadeia de abastecimento.
Os preços dos combustíveis já dispararam, com as companhias aéreas a avisarem que os bilhetes vão aumentar e que poderão ter de cancelar voos se a crise se prolongar.Perigo para a época de verão
Os analistas salientam que o aumento das importações de África e dos EUA não deverá colmatar totalmente a lacuna uma vez que muitos aeroportos não dispõem de grandes reservas de combustível.
Alguns aeroportos já estão a alertar para a possibilidade de escassez dentro de três semanas se o bloqueio do Estreito de Ormuz continuar.Redução da produção
Segundo a AIE, muitas refinarias europeias já estão a funcionar nos limites da produção máxima de combustível para a aviação.
Ao mesmo tempo, executivos do setor sublinham que a incerteza é tão grande que os fornecedores estão agora a limitar as previsões a um horizonte de apenas um mês.Desigualdade entre países
As companhias aéreas estão a pedir à União Europeia um melhor controlo das reservas e até a aquisição conjunta de combustível para limitar o impacto.
Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa - RTP
KLM cancela 160 voos em maio devido aos custos de combustível
Presidente libanês rejeita "contacto direto" com Netanyahu
Hezbollah considera que negociações diretas com Israel são um "erro grave"
"As negociações diretas são um erro grave... e não interessam ao Líbano", afirmou o deputado do partido pró-Irão numa entrevista no seu gabinete parlamentar.
Dois petroleiros aproximam-se do Irão através do estreito de Ormuz
Os dois navios petroleiros de grande porte (VLCCs), o RHN e o Alicia, estavam perto da costa iraniana no Golfo Pérsico na quinta-feira, de acordo com dados da empresa de análise marítima Kpler.
Estão entre os poucos navios que transitaram pelo estreito nos últimos dois dias, embora os militares norte-americanos tenham afirmado na quarta-feira que o seu bloqueio aos navios que viajam para ou a partir de portos iranianos foi totalmente aplicado durante as primeiras 48 horas.
De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), mais de 10 mil soldados foram mobilizados para este bloqueio contra "navios de todas as nacionalidades que entram ou saem dos portos e zonas costeiras iranianas".
Os dois superpetroleiros declararam inicialmente o Iraque como destino, antes de alterarem o seu estatuto para "aguardar ordens" quando transitavam pelo Estreito de Gibraltar, segundo dados da Kpler.
Um terceiro VLCC, o Agios Fanouris I, e um navio transportador de gás de petróleo liquefeito (GPL), o G Summer, também se encontravam no Golfo Pérsico após terem transitado pelo Estreito durante o bloqueio. Ambos indicaram o Iraque como destino, segundo os mesmos dados.
Outras duas embarcações, o navio porta-contentores Zaynar 2 e o navio cargueiro vazio Neshat, também transitaram pelo Estreito na quarta e quinta-feira. Foram detetadas perto do porto iraniano de Bandar Abbas, de acordo com a MarineTraffic, a plataforma de rastreio da Kpler.
Alemanha vai oferecer ajuda na desminagem e vigilância em potencial missão no Estreito de Ormuz
O chanceler alemão, Friedrich Merz, deverá apresentar esta proposta esta sexta-feira, numa reunião em Paris com os seus homólogos francês, britânico e italiano, segundo o relatório.
Bloqueio abrange portos e costa do Irão
"Isto inclui os navios da frota clandestina, que transportam petróleo iraniano", acrescenta.
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas acrescentou, aos jornalistas, que os EUA “iriam perseguir qualquer embarcação que tentasse prestar apoio ao Irão” e que 13 navios "fizeram a escolha sábia de regressar" e que, até esta manhã, os EUA não tinham abordado nenhum navio.
Os navios que tentarem romper o bloqueio serão intercetados e avisados de que "Se não cumprirem este bloqueio, usaremos a força". A aplicação da lei terá lugar dentro das águas territoriais do Irão e em águas internacionais, disse na conferência de imprensa.
Dan Caine acrescentou que as forças armadas norte-americanas continuam prontas para retomar o combate "literalmente a qualquer momento".
Motivação do Irão para o cessar-fogo é "muito elevada"
O secretário norte-americano da Defesa acrescenta que, até à data, a milícia Houthi, apoiada pelo Irão no Iémen, parece estar a manter-se fora do conflito, "e pensamos que esta é uma boa decisão da parte deles".
Mojtaba Khamenei está vivo, ferido e desfigurado
Marinha dos EUA controla o tráfego que entra e saí do Estreito de Ormuz
Pete Hegseth revelou ainda que as forças no Médio Oriente estão posicionadas para retomar as operações de combate caso o Irão não concorde com um acordo de paz e que os EUA “estão a reequipar-se com mais poder de fogo do que antes”.
"Vocês, Irão, podem escolher um futuro próspero, uma ponte dourada, e esperamos que o façam pelo povo iraniano. Mas se fizerem uma má escolha, sofrerão um bloqueio e cairão bombas sobre as vossas infraestruturas, energia e recursos."
“O Irão gosta de dizer que controla o Estreito de Ormuz, mas não tem marinha”, acrescentou para de seguida frisar que “ameaçar disparar sobre navios comerciais não é controlo, é pirataria”.
“A indústria energética ainda não foi destruída, mas o bloqueio dos EUA está a travar as exportações”, sublinhou.
Segundo o secretário norte-americano da Defesa, “Teerão está a desenterrar lançadores destruídos por bombas”.
Forças militares norte-americanas alargam bloqueio ao Irão para incluir cargas consideradas contrabando
"Estas embarcações, independentemente da localização, estão sujeitas a visita, abordagem, busca e apreensão", acrescentou a Marinha após a imposição do bloqueio na segunda-feira. Os artigos contrabandeados incluíam armas, sistemas de armas, munições, materiais nucleares, petróleo bruto e refinado, bem como ferro, aço e alumínio.
Europa tem combustível para aviação para seis semanas
Birol afirmou que “a maior crise energética que já enfrentámos”, devido ao encerramento essencial do Estreito de Ormuz, terá repercussões globais.
“No passado, existia um grupo chamado Dire Straits. Agora é uma situação crítica, e terá grandes implicações para a economia global. E quanto mais tempo durar, pior será para o crescimento económico e para a inflação em todo o mundo.”
O impacto será “preços mais elevados da gasolina, preços mais elevados do gás, preços elevados da eletricidade”.
Primeiro-ministro paquistanês reúne-se com o Emir do Catar
O gabinete de Shehbaz Sharif afirmou que o primeiro-ministro discutiu "os últimos desenvolvimentos regionais e internacionais, particularmente no Médio Oriente" com o Emir do Catar, o Xeque Tamim bin Hamad Al Thani.
Os dois líderes manifestaram o seu apoio aos "esforços para reduzir as tensões e reforçar a coordenação internacional para garantir a segurança e a estabilidade da região, incluindo a garantia do bom funcionamento das cadeias de abastecimento de energia", segundo um comunicado paquistanês.
Rebeldes do Iémen acusam ONU de parcialidade
O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos huthis, grupo iemenita aliado do Irão, condenou os avisos de Grundberg sobre as consequências dos ataques dos rebeldes contra Israel e contra embarcações norte-americanas no Mar Vermelho.
A diplomacia dos huthis considerou que as declarações do enviado perante o Conselho de Segurança da ONU na terça-feira se alinham com as posições dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Os hutis condenaram "tentativas de pressionar" o grupo para que guarde silêncio sobre a "agressão israelita na região".
"Vincular o processo de paz do Iémen a tais condições mina as negociações", disse o grupo que controla amplas zonas do país e a capital, Saná, no comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Grundberg afirmou que existe uma "preocupação mundial" com o alargamento da guerra no Médio Oriente a outra frente, face a relatos que considerou preocupantes de movimentos de tropas no país árabe situado na margem do mar Vermelho.
O diplomata sueco alertou que as consequências para a população iemenita "poderão ser graves".
"O Iémen não se livrou desta guerra", avisou Grundberg.
O Irão ameaçou na quarta-feira bloquear a navegação no mar Vermelho se prosseguir o bloqueio norte-americano aos portos iranianos iniciado na segunda-feira, após terem fracassado as negociações com Washington para o fim da guerra.
O Irão não tem fronteira com o mar Vermelho, mas os aliados huthis poderão atacar navios na região a partir de posições montanhosas no país do sudoeste da península da Arábia.
Grundberg reafirmou a importância de manter a "liberdade de navegação" no mar Vermelho e no golfo de Áden, vias que têm sido alvo de ataques repetidos dos hutis contra o transporte marítimo desde 2023.
Apelou para que se abstenham de novos ataques contra a navegação e para que seja protegido o processo de paz com o Governo internacionalmente reconhecido, com o qual mantêm uma trégua desde 2022.
Os rebeldes negam qualquer relação entre as operações navais e o avanço do processo de paz interno, acusando Grundberg de assumir uma "postura hostil" por não ter alcançado progressos políticos ou humanitários durante o seu mandato.
Lusa
Amnistia apela ao fim de "qualquer apoio militar" português aos EUA contra Irão
A Amnistia Internacional considera urgente que Portugal cesse "qualquer apoio militar aos Estados Unidos" que permita "crimes ao abrigo do Direito Internacional".
“Portugal tem de terminar urgentemente qualquer apoio militar aos Estados Unidos da América que permita crimes ao abrigo do direito internacional”, escreve a organização.
Apesar dos “acordos bilaterais ou multilaterais” celebrados entre os Estados Unidos e alguns países, como Portugal, “para acolher ou apoiar atividades militares norte-americanas, tais acordos não isentam os Estados terceiros da responsabilidade por quaisquer operações ilegais, nos termos do direito internacional, realizadas a partir do seu território”.
Nesse sentido, a Amnistia Internacional apelou com urgência “a todas as partes para que ponham fim a ataques ilegais”.
“Durante a rápida expansão das hostilidades regionais no Médio Oriente, na sequência dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e da subsequente vaga de ataques retaliatórios iranianos em toda a região, a Amnistia Internacional emitiu um apelo urgente a todas as partes para que protejam os civis, respeitem o direito internacional humanitário e, em particular, ponham fim a ataques ilegais, como ataques deliberados, indiscriminados ou desproporcionados contra civis e infraestruturas civis”. Violação do Direito Internacional
A organização denuncia ainda que as investigações “apontam para possíveis violações do Direito Internacional Humanitário e possíveis crimes de guerra, incluindo por parte dos EUA — aliado de Portugal e beneficiário do seu apoio político e militar”.
Os ataques israelo-americanos a várias infraestruturas iranianas além de terem provocado “danos civis vastos”, representam também “um risco substancial de violação do Direito Internacional, e podem, em alguns casos, constituir crimes de guerra”.
No mesmo comunicado, a Amnistia recorda que o presidente norte-americano ameaçou “cometer crimes dE, por isso, a organização reforça que “Portugal tem de assegurar o cumprimento das suas obrigações internacionais”.e guerra” e “destruir ‘toda uma civilização’, o que poderá constituir uma ameaça de cometer genocídio”.
“Este é um momento de extremo perigo para as populações civis no Irão e em toda a região”, lê-se na nota. “Portugal tem de cessar urgentemente qualquer apoio militar aos Estados Unidos que possa tornar possíveis quaisquer violações do direito internacional, incluindo crimes de guerra, garantir o cumprimento das suas obrigações de não prestar auxílio ou assistência a tais atos, e assegurar o respeito pelo direito internacional humanitário”.
Ao permitir “reiteradamente a utilização da Base das Lajes para qualquer operação militar” norte-americana, a Amnistia considera que “Portugal pode estar a violar os seus compromissos internacionais, (...) sem que o Governo português consiga assegurar que não foram cometidos crimes com o uso das aeronaves e do material que passou pela ilha Terceira, nos Açores”.
Apelos ao Governo
Considerando a aliança entre Portugal e os Estados Unidos, a Amnistia defende que o Governo português tem a “responsabilidade e o dever moral de assegurar que não contribui para violações do direito internacional” no conflito no Médio Oriente”. “Portugal pode e deve ser uma voz corajosa e firme no garante de um sistema internacional baseado em regras, e no Direito Internacional e dos Direitos Humanos”.
Nesse sentido, apela ao Executivo de Luís Montenegro que, entre outras medidas, “recuse a disponibilização da Bases das Lajes e do espaço aéreo nacional” para operações militares dos EUA no Irão e suspenda as “transferências de armas para qualquer parte envolvida no conflito”.
Com este comunicado, a Amnistia Internacional - Portugal aproveitou para lançar ainda uma petição com idêntico objetivo, dirigida ao primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Irão quer responsabilizar os Estados Unidos e Israel pelo assassinato dos seus líderes
“Precisamos de o fazer. E acredito que não é apenas o Irão, mas toda a comunidade internacional que exige que os responsáveis sejam responsabilizados”, afirmou.
Israel assassinou várias figuras importantes do Irão desde o início da guerra, incluindo o ayatollah Ali Khamenei, antigo líder supremo, e Ali Larijani, um alto funcionário da segurança nacional.
Cessar-fogo com Israel é "ponto de partida" para negociações
“O Líbano está empenhado em interromper a escalada no sul e em todas as regiões libanesas para que cesse o ataque a inocentes e pessoas seguras – mulheres, homens e crianças – e a destruição de casas nas vilas e cidades libanesas parem”, escreveu Aoun nas redes sociais.
Aoun afirmou ainda que as negociações entre Israel e o Líbano “devem ser conduzidas exclusivamente pelas autoridades libanesas” para respeitar a soberania do país.
Acrescentou que “a retirada das forças israelitas do território libanês é um passo essencial para consolidar o cessar-fogo” e que o exército do país deve ser redistribuído “até às fronteiras internacionais” para “acabar com qualquer manifestação de presença armada”.
Turquia apela a negociações "construtivas" entre os EUA e o Irão
A Turquia, membro da NATO e vizinha do Irão, tem mantido um contacto próximo com os EUA, o Irão e o mediador Paquistão e tem apelado, reiteradamente, ao fim dos combates.
"Continuaremos a prestar o apoio necessário para que o cessar-fogo em curso se transforme numa trégua permanente e, eventualmente, numa paz duradoura, sem se tornar mais complexo e difícil de gerir", afirmou o Ministério turco da Defesa.
Ancara espera que "as partes sejam construtivas no processo negocial em curso", afirmou. As autoridades norte-americanas e iranianas estavam a considerar regressar ao Paquistão para novas negociações já no próximo fim de semana, após o término das conversações no domingo sem avanços.
Uma fonte diplomática turca afirmou que os ministros dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Paquistão, Arábia Saudita e Egito vão reunir-se à margem de um fórum diplomático na província de Antalya, no sul da Turquia, este fim de semana. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também deverá estar presente.
Israel destruiu a última ponte que ligava o sul do Líbano ao resto do país
Irão suspende exportações petroquímicas para priorizar o abastecimento interno e evitar a escassez
A instrução foi emitida a 13 de abril por um alto funcionário da Companhia Nacional de Petroquímica responsável pelas indústrias de refinação e distribuição, e determinou que as empresas petroquímicas suspendessem as exportações até ordem em contrário.
A proibição das exportações visa principalmente estabilizar os mercados internos e garantir o abastecimento das indústrias após os danos causados pelos recentes ataques.
Os preços internos dos produtos petroquímicos e afins foram mantidos nos níveis pré-conflito, apesar do aumento dos preços globais. As autoridades afirmaram que as medidas permanecerão em vigor para apoiar a indústria e os consumidores locais.
Os principais núcleos de produção petroquímica de Asaluyeh e Mahshahr foram alvos de ataques israelitas nas últimas semanas, tendo sido atingidas as empresas de serviços públicos que fornecem matéria-prima às centrais petroquímicas e interrompida a produção.
Europa perante o tornado da IA generativa: o risco de que nada seja suficientemente verdadeiro
Conteúdos produzidos por inteligência artificial generativa conquistam milhões e alimentam a desinformação. Os casos multiplicam-se.
Desde 2022, essas IAs generativas, do ChatGPT ao Midjourney, democratizaram uma capacidade que antes estava reservada aos estúdios profissionais. Conquistaram milhões de utilizadores. Mas, por detrás da criatividade que prometem, também estão a derramar uma torrente de desinformação.
De acordo com o Observatório Europeu dos Meios de Comunicação Digitais, 16% das verificações de factos publicadas na Europa em dezembro de 2025 envolviam conteúdos criados por IA. Um recorde absoluto.
Os casos estão a multiplicar-se. A jornalista Linda Givetash investigou estes abusos em nome da rede de estações de rádio Euranet +. Explica que ficou particularmente impressionada com uma manipulação búlgara. "Quando o país se preparava para aderir à zona euro, circularam nas redes sociais imagens muito boas de notas de 15 e 35 euros. Isto levou as pessoas a pensar que a nova moeda ia ser muito valiosa." Outros exemplos semelhantes podem ser encontrados em Portugal, com a instrumentalização de jornalistas em vídeos contra as vacinas, na Eslovénia, onde deepfakes pornográficos visavam a ativista eslovena Nika Kovac, ou na Alemanha, onde um vídeo manipulado foi transmitido por engano na televisão alemã....
Perante esta desestabilização do espaço público, a União Europeia está a puxar da artilharia legislativa. A primeira lei do mundo dedicada à inteligência artificial, introduz regras proporcionais ao nível de risco. Certas práticas são proibidas: manipulação cognitiva, reconhecimento facial em tempo real ou recolha massiva de dados sem consentimento.
O Conselho e o Parlamento querem ir ainda mais longe, legislando contra os deepfakes pornográficos não consentidos, um fenómeno que afeta particularmente as mulheres e as figuras públicas. Está a ser discutida uma proposta entre os legisladores da UE para criminalizar a divulgação destas imagens falsas de nudez, tanto geradas por IA como "retocadas".
Simultaneamente, a Comissão abriu uma investigação contra a plataforma X ao abrigo da legislação europeia sobre serviços digitais. "Na Europa, nenhuma empresa ganhará dinheiro violando os nossos direitos fundamentais", afirmou um porta-voz da Comissão aquando do anúncio da investigação.Uma lei pioneira mas imperfeita
Apesar das ambições, a lei da IA está a ser debatida. ONGs como a Access Now estão a denunciar demasiadas exceções concedidas à aplicação da lei e uma excessiva autorregulação por parte dos gigantes tecnológicos.
Alguns analistas também apontam a contradição de uma Europa que investe na IA militar ou na vigilância biométrica, ao mesmo tempo que afirma proteger as liberdades dos cidadãos.
Em contrapartida, outros atores económicos denunciam o excesso de regulamentação que poderia travar a inovação face aos Estados Unidos ou à China.
Para promover a responsabilidade das empresas, mais de 230 empresas europeias assinaram o Pacto IA, um compromisso voluntário para adotar uma governação ética da inteligência artificial e formar os funcionários para detetar preconceitos ou conteúdos falsificados.O outro escudo: a vigilância
A política pública, por si só, não será suficiente. A vigilância deve tornar-se um reflexo coletivo. Cada um pode agir ao seu próprio nível: verificar antes de partilhar, duvidar de imagens demasiado "perfeitas", utilizar a busca inversa ou ferramentas de deteção como lnVID ou Hiya. O pensamento crítico continua a ser a nossa melhor barreira contra as miragens da IA. Uma revolução de dois gumes
A inteligência artificial generativa não é o inimigo: simplesmente amplifica os nossos pontos fortes, bem como as nossas fraquezas. Pode criar, reparar, explicar ou mentir de forma brilhante.
Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa - RTP
Paquistão não avança com data para segunda ronda de negociações
Teerão e Washington reduziram divergências após mediação de Islamabad
O responsável afirmou que a visita do Chefe do Exército do Paquistão, Marechal de Campo Asim Munir, a Teerão na quarta-feira, ajudou a reduzir as divergências em algumas áreas, aumentando as esperanças de um cessar-fogo prolongado e do retomar das negociações entre Teerão e Washington.
Conselheiro militar do líder supremo do Irão ameaça afundar navios norte-americanos
Mohsen Rezaei, antigo comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC), nomeado conselheiro militar por Mojtaba Khamenei no mês passado, ameaçou ainda fazer soldados norte-americanos reféns caso desembarcassem e "exigir mil milhões de dólares por cada prisioneiro".
"[Donald] Trump quer tornar-se a polícia do Estreito de Ormuz, mas em caso algum recuaremos nas nossas dez condições nas breves negociações sobre um bloqueio marítimo", disse à TV estatal, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.
Para Mohsen Rezaei, “um cessar-fogo só terá significado quando todos os nossos acordos e direitos forem cumpridos e for apresentada uma declaração ao Conselho de Segurança [do Irão].”
Netanyahu vai conversar com Joseph Aoun
Islamabad mantém canais abertos entre Washington e Teerão
O Ministério acrescentou que o Líbano continua sob o cessar-fogo de duas semanas atualmente em vigor.
"A paz no Líbano é essencial para as negociações de paz", afirmou.
OMS pede proteção para as infraestruturas de saúde do Líbano
O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que “um dos hospitais de referência para cuidados de trauma mais movimentados” no sul do Líbano, o Hospital Governamental de Tebnine, foi “danificado” em dois ataques nos dias 12 e 14 de abril.
Numa publicação nas redes sociais, disse que pelo menos 11 funcionários ficaram feridos e que as urgências e os seus equipamentos foram destruídos. Ghebreyesus acrescentou que a “farmácia e os ambulatórios do hospital também foram danificados”.#Lebanon’s Tebnine Government Hospital, one of the busiest trauma management hospitals in the south, was damaged due to two consecutive strikes closeby on 12 and 14 April.
— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) April 15, 2026
11 workers were injured and the emergency department, including critical equipment such as ventilators,… pic.twitter.com/FxrmxiGcmu
“A OMS registou 133 ataques a serviços de saúde, com 88 mortos e 206 feridos”, desde o início do retomar das hostilidades entre Israel e o grupo libanês Hezbollah, a 2 de março.
Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, “quinze hospitais e sete centros de cuidados de saúde primários foram danificados, e cinco hospitais e 56 centros de cuidados de saúde primários foram encerrados”.
A OMS apelou ainda ao “acesso humanitário seguro, contínuo e irrestrito em todo o Líbano, para que os serviços essenciais possam ser prestados sem demora e sem riscos para quem presta ou recebe cuidados”.
Europa elabora plano para líder com crise iminente de fornecimento de querosene de aviação
A Europa está mais dependente da importação de querosene de aviação – cerca de 75 por cento proveniente do Médio Oriente – do que de qualquer outro combustível para os transportes, segundo a Reuters.
A partir do próximo mês, a Comissão Europeia vai implementar um mapeamento da capacidade de refinação de produtos petrolíferos em toda a UE e introduzir medidas “para garantir que a capacidade de refinação existente é totalmente utilizada e mantida”, refere uma proposta preliminar.
A União Europeia está também a trabalhar em medidas direcionadas para o fornecimento de querosene de aviação, mas estas ainda estão em desenvolvimento, disseram responsáveis familiarizados com as propostas. A Comissão Europeia recusou comentar os planos preliminares, que deverão ser publicados a 22 de abril.
Netanyahu ordena continuidade da ofensiva no Líbano
Não há sinais de tréguas na fronteira norte de Israel.
O objetivo é claro, consolidar e expandir a zona de segurança no sul do Líbano, uma instrução que já terá chegado à hierarquia militar.
Líbano sem conhecimento de próximo contacto com Israel
O Líbano "não tem conhecimento" de um próximo contacto com Israel, afirmou fonte oficial libanesa à agência France-Presse (AFP), após o presidente norte-americano ter anunciado que os líderes dos dois países em estado de guerra vão dialogar esta quinta-feira.
"Não temos conhecimento de qualquer contacto previsto com a parte israelita e não fomos informados por canais oficiais", declarou esta fonte à AFP.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou, na quarta-feira, que os líderes de Israel e do Líbano vão falar hoje sobre um possível cessar-fogo mediado por Washington.
"Estamos a tentar dar algum espaço para respirar entre Israel e o Líbano. Passou muito tempo desde que os dois líderes falaram, cerca de 34 anos. Amanhã [hoje] acontecerá. Espetacular!", escreveu Trump na rede social Truth Social, da qual é proprietário.
Este anúncio, que não especifica quem são os líderes, surge depois de os Governos de ambos os países terem acordado reunir-se novamente para continuar a dialogar sobre um cessar-fogo que interrompa os ataques israelitas contra o Líbano, iniciados após a guerra com o Irão.
Na terça-feira, o embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e a homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, mantiveram um encontro de duas horas e meia na presença do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Tommy Pigott assegurou posteriormente que "todas as partes concordaram em iniciar negociações diretas numa data e local mutuamente convencionados".
As negociações, das quais o grupo xiita Hezbollah foi excluído, constituíram o encontro de mais alto nível entre Israel e o Líbano desde 1993.
Estas conversações ocorrem após seis semanas de confrontos entre o Hezbollah e Israel em território libanês, que causaram mais de 2.000 mortos e mais de um milhão de deslocados devido aos ataques e incursões israelitas, que o Governo de Benjamin Netanyahu justifica pelo lançamento de `rockets` do grupo islamista.
Israel recusou-se a incluir o Líbano na trégua que os Estados Unidos declararam com o Irão na semana passada e continuou com os ataques em território libanês, incluindo esta terça-feira, enquanto decorria a reunião em Washington.
As discrepâncias entre ambas as delegações são profundas, dado que o Governo libanês pede um cessar-fogo imediato que permita um diálogo mais amplo, mas Israel descarta essa possibilidade e exige o desarmamento total do Hezbollah e a criação de uma "zona de segurança" no sul do Líbano que lhe permita controlar a faixa entre a fronteira e o rio Litani.
"A tentar criar algum espaço entre Israel e o Líbano"
- O presidente norte-americano voltou a recorrer à sua plataforma Truth Social para sinalizar que haverá, esta quinta-feira, uma nova ronda de conversações entre responsáveis israelitas e libaneses. Sem nomear intervenientes. “A tentar criar um pouco de espaço entre Israel e o Líbano. Há muito tempo que os dois líderes não conversam, cerca de 34 anos. Isso acontecerá amanhã”, escreveu Donald Trump;
- A partir de fontes libanesas, o jornal Financial Times noticiou que um cessar-fogo pode ser anunciado a breve trecho;
- O gabinete de segurança israelita discutiu um cessar-fogo após as negociações entre Israel e Líbano, mediadas por Washington, na passada terça-feira. Todavia, as Forças de Defesa de Israel prosseguem os ataques em solo libanês. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou mesmo que o Estado hebraico estaria prestes a "invadir" a cidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano, classificando-a como um bastião do Hezbollah, movimento conotado com Teerão;
- Quatro socorristas libaneses morreram em ataques israelitas na localidade de Mayfadoun, no sul do Líbano. Outras seis pessoas ficaram feridas;
- Entretanto, a Casa Branca veio negar os Estados Unidos tenham solicitado um prolongamento do cessar-fogo com o Irão, cujo prazo terminará na próxima semana. De acordo com a porta-voz de Trump, Karoline Leavitt, as conversas entre os dois países foram “produtivas e estão em andamento” e a Administração norte-americano está “otimista quanto às perspetivas de um acordo”;
- Karoline Leavitt afirmou ainda que uma segunda ronda de negociações entre Estados Unidos e Irão terá "muito provavelmente" lugar em Islamabad, sublinhando que o Paquistão é “o único mediador”;
- O chefe do exército paquistanês esteve reunido, em Teerão, com o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros;
- Os Estados Unidos anunciaram, em simultâneo, novas sanções contra a indústria petrolífera iraniana. Os alvos são mais de duas dezenas de pessoas, empresas e navios a operar sob a liderança do magnata do sector petrolífero Mohammad Hossein Shamkhani;
- O Comando Central dos Estados Unidos indicou ter impedido dez navios de saírem de portos iranianos nas primeiras 48 horas do bloqueio naval anunciado por Trump para Ormuz. Contudo, pelo menos três navios que largaram de portos iranianos cruzaram o estreito;
- O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou em conversa telefónica com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, que a atual situação atingiu uma "fase crítica de transição da guerra para a paz", abrindo-se "uma janela de oportunidade";
- Os ministros das Finanças de 11 países, entre os quais o Reino Unido e o Japão, pediram “apoio de emergência” do FMI e do Banco Mundial para assistir países afetados pela guerra no Médio Oriente.
EUA e Irão devem retomar negociações nos próximos dias
O comando central dos Estados Unidos garante que o bloqueio do Estreito de Ormuz já impediu a saída de nove navios dos portos iranianos.
Marinha dos Estados Unidos via Reuters
Donald Trump voltou a atacar o papa Leão XIV
O presidente norte-americano diz que alguém precisa de informar Leão XIV sobre as dezenas de mortes de inocentes provocadas pelo regime de Teerão.
Foto: EPA